segunda-feira, 5 de agosto de 2013

3º bimestre

Situação de aprendizagem 1 - A ESTRUTURA E FORMA DO PLANETA TERRA


A História Geológica Da Terra

A crosta terrestre é uma imensa "biblioteca" que traz dentro de si inúmeras informações sobre a evolução do planeta e das formas de vida que nele habitam.
Rochas, fósseis e as próprias formas que a litosfera assume são indicadores das condições que vigoravam no passado e que deixaram suas marcas no presente.
A Geologia, ciência cujo objeto de estudo é o conjunto da origem, da formação e das sucessivas transformações do globo terrestre, e a Paleontologia, que estuda os fósseis e procura acompanhar a evolução das espécies vivas, fornecem importantes subsídios para o estudo da Geomorfologia, que é o ramo da Geografia voltado para o estudo do relevo, isto é, da forma que a crosta terrestre assume.
Esse conjunto de ramos do conhecimento científico recebe o nome de Geociências, ou ciências da Terra, e tem um papel muito importante na compreensão da história natural do planeta e no uso racional de seus recursos.
As formas de relevo são resultantes de processos endógenos e exógenos, isto é, que se originam tanto no interior, como na superfície da crosta terrestre, e que estão em constante evolução. Pelo movimento das placas tectônicas, podemos compreender a origem dos vulcões e as zonas mais sujeitas a terremotos, bem como o processo de formação das grandes cadeias de montanhas como os Andes, os Alpes ou o Himalaia.
O geógrafo precisa distinguir e ordenar as diversas formas que ocorrem na litosfera, o que pode ser feito pela classificação de grandes unidades, como montanhas, planaltos, depressões e planícies, e procura explicar as suas origens.
A estrutura geológica de um lugar - a natureza das rochas e o modo em que estão dispostas - depende dos fatores internos formadores do relevo, como o tectonismo e o vulcanismo.
No entanto, o relevo também é resultante de fatores externos. Para conhecer melhor a evolução da Terra e datar os processos que nela ocorreram, por intermédio de fósseis ou de outros indicadores da vida e das condições climáticas do passado, é que se procura dividir a superfície da Terra em formações geológicas. Tais formações são grandes conjuntos nos quais as rochas possuem características mais ou menos semelhantes no que diz respeito a sua origem e idade geológica.
A história geológica da Terra tem origem há cerca de 4,5 bilhões de anos, no Período Pré-Cambriano ou Era Proterozóica ( significa vida primitiva), do qual sabemos muito pouco, pois corresponde à fase de solidificação da crosta, com a formação dos antigos escudos cristalinos, quando tiveram origem as formas primitivas de vida.
A Era Paleozóica ( paleozóica significa vida antiga) marca a existência das primeiras formas pluricelulares estruturadas de vida nos oceanos. Os continentes formavam um bloco único: a Pangéia. A Era Paleozóica é conhecida como o Período Primário da história geológica da Terra.
Na Era Mesozóica ( mesozóica significa vida intermediária), desenvolveu-se a vida nas terras emersas, primeiro com os répteis e posteriormente com os mamíferos e as aves. Foi nessa era que se iniciou a deriva dos continentes. A Era Mesozóica é conhecida como o Período Secundário.
Na Era Cenozóica ( cenozóica significa vida recente), a vida evoluiu, com o surgimento de novas espécies. Formaram-se as grandes cadeias de montanhas jovens, por dobramentos em áreas de colisão de placas. Ocorreram as grandes glaciações e apareceram os primeiros hominídeos, isto é, os ancestrais do homem, isso há cerca de 4 milhões de anos.
O Cenozóico é subdivido em dois períodos: o Terciário e o Quaternário, sendo que este último é marcado por processos geomorfológicos recentes, a exemplo da formação das planícies costeiras.
De um modo geral, essas Eras foram responsáveis pela estrutura geológica atual da Terra, que é formada por plataformas e escudos antigos, dobramentos alpinos recentes e vastas superfícies de sedimentação. No fundo dos oceanos ocorrem grandes cadeias montanhosas, chamadas de dorsais, que em sua maioria correspondem a zonas de afastamento das placas tectônicas. O conhecimento da estrutura geológica da Terra é importante para explicar as formas do relevo, pois podemos ter um planalto de origem cristalina antiga, como o Planalto Brasileiro, ou sedimentar recente, como o Planalto Mexicano, que foi formado com os dobramentos montanhosos que ocorreram no Período Terciário.
As grandes formações geológicas na superfície da Terra, se dá de forma irregular. Seu conhecimento é importante para a atividade econômica, pois os diferentes minerais utilizados na produção industrial tiveram sua origem em condições geológicas diversas. Por isso o minério de ferro (hematita) e de alumínio (bauxita) é encontrado em terrenos antigos, de origem predominantemente cristalina. Já o petróleo e o carvão mineral se formaram nos terrenos sedimentares, pois resultaram de processos geológicos associados à deposição de sedimentos e fósseis orgânicos.
Ao identificar as formas do relevo, o trabalho do geógrafo não só contribui para o melhor conhecimento das paisagens, mas também apóia a pesquisa de recursos naturais necessários ao desenvolvimento. Outro aspecto para o qual o estudo do relevo pode dar sua contribuição à atividade humana é a previsão de catástrofes naturais. Os geógrafos atuam, junto com outros profissionais de geociências, no levantamento e no mapeamento das áreas sujeitas a desmoronamentos, a movimentos sísmicos (como abalos e terremotos), a erupções vulcânicas, dentre outros fenômenos ligados à dinâmica da litosfera e de seus efeitos sobre as sociedades humanas.

A formação da Terra

Terra, nosso planeta, pode ser comparada a um organismo vivo, pois, desde que se formou, está em constante transformação, tanto em seu interior quanto na superfície. ~ Durante sua formação, a configuração da crosta terrestre era totalmente diferente da que observamos hoje. Essas transformações continuam acontecendo porque o planeta possui muita energia em seu interior e porque a superfície da crosta terrestre sofre a ação permanente de forças externas, como a chuva ou o vento, e do próprio homem, que constrói cidades, desmata, refloresça, extrai minérios, faz aterros, represas, desvia rios etc.
Algumas das mudanças de origem natural, estudadas pela geologia, são facilmente percebidas. Por exemplo, terremotos e erupções vulcânicas são fenômenos que podem provocar alterações imediatas na paisagem. Outras mudanças, entretanto, como o afastamento dos continentes ou o processo de formação das grandes cadeias montanhosas, denominado orogênese (do grego oros, que significa "montanha", e gênesis, "origem"), ocorrem em um intervalo de tempo tão longo que não conseguimos percebê-las em nosso curto período de vida.
Por isso falamos em tempo geológico, que é medido em milhões de anos.
A história geológica da Terra é dividida em éons, que são subdivididos em eras, que se subdividem em períodos, que por sua vez são subdivididos em épocas.
Para entendermos melhor os 4,6 bilhões de anos de idade da Terra, utilizaremos uma tabela em que o tempo geológico é comparado, proporcionalmente, aos meses de um ano. Nesse quadro é feita uma compara,cão entre o tempo geológico e o tempo histórico, isto é, o tempo suficiente para situar os fatos da história e de nosso cotidiano, que medimos em anos, décadas, séculos ou milênios.

Tipos de rochas

Há cerca de 3,8 bilhões de anos, a matéria incandescente que estava à superfície da Terra começou a esfriar e a se solidificar, formando a crosta terrestre. Consolidaram-se, assim, as primeiras rochas, chamadas magmáticas (de magma, massa natural fluida com temperatura elevada, encontrada no interior da Terra) ou ígneas (da palavra latina ignis, "fogo").

Há diferentes tipos de rochas magmáticas ou ígneas, dependendo da constituição química do magma e de como ele se consolidou. Essa consolidação pode acontecer lentamente, quando o magma se esfria e se solidifica no interior da crosta terrestre, dando origem às chamadas rochas intrusivas (também denominadas plutônicas ou abissais). Nelas, os minerais se agrupam e formam cristais visíveis a olho nu, como na maioria dos granitos utilizados na construção civil, nos quais conseguimos enxergar três componentes: quartzo, feldspato e mica. Quando, porém, o magma atinge a superfície terrestre em forma de lava pela erupção de um vulcão, seu estriamento acontece rapidamente, originando as chamadas rochas extrusivas (também denominadas vulcânicas ou efusivas). Quando isso ocorre, não conseguimos distinguir os minerais componentes. Este é o caso do basalto.
O granito é uma rocha magmática intrusiva. Os grãos de quartzo (brancos), de feldspato (transparentes) e de mica (pretos), componentes do granito, são visíveis a olho nu. Na segunda, basalto, rocha magmática extrusiva. Em rochas extrusivas, não é possível distinguir a olho nu os minerais que as compõem. Por último, exemplo de rochas que contem elementos raros e preciosos, como ouro e prata. Essa característica facilita a exploração econômica desses elementos.
Além da magmática ou ígnea, há outro tipo de rocha, que se forma no interior da crosta terrestre. A pressão e a temperatura muito elevadas, os fortes atritos, ou a combinação química de dois ou mais minerais provocam alteração na estrutura molecular das rochas já formadas, o que dá origem às rochas metamórficas, como o mármore, a ardósia e o gnaisse. Esse processo não deve ser confundido com fusão das rochas, processo que só ocorreria no manto, camada abaixo da crosta em que as temperaturas são mais elevadas.

O gnaisse, que se origina do metamorfismo (Transformação) do granito, rocha magmática. 0 mármore  se origina do metamorfismo do calcário, rocha sedimentar.
Nos primórdios da história geológica do planeta, a crosta terrestre era formada por rochas magmáticas e metamórficas. Os minerais que as compõem, no processo de consolidação, formaram cristais. Por isso essas rochas também são, em conjunto, chamadas cristalinas.
E preciso lembrar que esse processo de formação de rochas continua acontecendo, pois faz parte da dinâmica da Terra. Mas, com exceção das erupções de vulcões, em que a solidificação da lava ocorre na superfície, não podemos observá-lo, já que é lento e ocorre no interior da crosta.
Há ainda outro tipo de formação rochosa que compõe a crosta terrestre. Conforme a superfície da Terra se resfriava, gases começaram a ser liberados e formaram a atmosfera. A partir de então começaram a ocorrer chuvas, e com elas iniciou-se o processo de intemperismo ou decomposição química das rochas (essa decomposição pode ser química ou física e será estudada no capitulo 2). 0 intemperismo propiciou a formação dos solos, que passaram a ser erodidos, principalmente pela chuva e vento.
Ao longo de milhões de anos, as partículas de rocha e solos erodidos, transportadas pelo vento e pelas águas, foram depositadas em depressões, formando grandes depósitos de sedimentos. Nesses depósitos formaram-se lagos e oceanos, e a compactação física e química das partículas dos sedimentos deram origem às rochas sedimentares, como o arenito e o calcário.
As rochas sedimentares podem apresentar-se estratificadas, ou seja, em camadas com idade e composição diferentes. Pesquisando essas estratificações, os geólogos conseguem identificar as variações climáticas que se processaram no decorrer da história geológico de determinada região. Na fofo, o Grand Canyon e o Rio Colorado, em Utah (Estados Unidos 1999).

Estrutura da Terra

A estrutura do planeta Terra pode ser comparada a um ovo: a casca, extremamente fina seria a crosta terrestre, com uma espessura média de 25 Km. O manto, com 2 870 Km de espessura, é formado por magma pastoso e denso, em estado de fusão, e ser comparado à clara do ovo. Por fim, o núcleo, comparável à gema, é a parte mais densa do planeta, formado predominantemente por níquel e ferro, por isso também é chamado nife, e é subdividido em duas partes: núcleo externo, em estado de fusão, e núcleo interno, que, apesar das elevadas temperaturas, está em estado sólido devido à grande pressão.
As informações existentes sobre o interior do nosso planeta foram obtidas por procedimentos indiretos complexos, como a análise da propagação de ondas sísmicas. As perfurações mais profundas cerca de 12 km forneceram dados insuficientes, pouco significativos diante da espessura da Terra, cujo raio médio tem 6 371 km.
Vamos imaginar agora que esse "ovo" foi cozido e acabamos de retirá-lo do fogo. Batemos esse ovo, muito quente e cheio de energia em seu interior, numa mesa. A casca fica totalmente rachada, mas continua presa à clara. Assim é a crosta terrestre. Ela não é inteiriça como a casca de um ovo cru, mas rachada como a de um ovo cozido batido numa mesa. Os vários pedaços de casca rachada seriam as placas tectônicas. Seus limites disformes, as rachaduras, seriam as falhas geológicos rupturas nas camadas rochosas da crosta que delimitam as placas.

A  crosta terrestre é a parte mais superficial da litosfera (o prefixo fito, do grego Ilesos, significa "pedra"). Portanto, a litosfera compreende as rochas da crosta (continental e oceânica) e é formada por placas rígidas e móveis, as placas tectônicas ou litosféricas.

Logo abaixo da litosfera, há outra camada, chamada astenosfera, que faz parte do manto superior e é constituída por rochas parcialmente fundidas. Ao contrário da litosfera, é uma camada menos rígida e com temperaturas mais elevadas. Essas características dão mobilidade às placas da litosfera.

Estruturas Geológicas

As grandes estruturas geológicas do globo são resultantes da atuação de fatores endógenos (do interior da crosta) como o vulcanismo, abalos sísmicos ou terremotos e movimentos tectônicos: dobramentos, que ocorrem por pressões laterais na crosta terrestre em rochas com plasticidade, e os falhamentos geológicos, por pressões verticais em rochas mais duras. Além disso a atuação de fatores exógenos (que atuam na superfície) como os ventos, geleiras, chuvas, rios, contribuem para definir as formas do relevo. As rochas, uma vez expostas na superfície, o alteradas pelo intemperismo físico (variação térmica), intemperismo químico (atuação da água) e biológico (seres vivos). A camada de alteração superficial das rochas chama-se manto e a evolução desse processo dá origem aos solos.
As estruturas geológicas podem ser classificadas em três grandes províncias geológicas, ou seja, regiões com a mesma origem e formação: escudos cristalinos, dobramentos modernos e bacias sedimentares.

Escudos Cristalinos

Os escudos cristalinos constituem a formação mais antiga da crosta terrestre. Nos escudos mais antigos (arqueados) estão os minerais não-metálicos (granito, ardósia etc.). Nos mais recentes (proterozóicos e os do início da era Paleozóica) estão os metálicos (ferro, manganês, ouro cobre etc.); por isso os escudos mais recentes são bastante explorados economicamente.

Dobramentos modernos

A formação de grandes cadeias orogênicas em conseqüência da movimentação das placas ocorreu no início do período Terciário (final da era Mesozóica e inicio da Cenozóica). Em relação à história geológico do planeta, essas ocorrências são relativamente recentes; por isso convencionou-se denominá-las dobramentos modernos ou dobramentos terciários. Tais cadeias, como c Cordilheira dos Andes, a do Himalaia, as Cadeias Rochosas e a Cadeia dos Alpes, apresentam elevadas altitudes e forte instabilidade tectônica. Nos dobramentos modernos, o terreno soerguido pelo movimento das placas pode conter vários tipos de minerais metálicos e não-metálicos. H outros tipos de montanhas, de origem vulcânica.

Bacias sedimentares

As bacias sedimentares são depressões do relevo preenchidas por fragmentos minerais de rochas erodidas e por sedimentos orgânicos; estes últimos ao longo do tempo geológico podem transformar-se em combustíveis fósseis. No caso de soterramentos ocorridos em antigos mares ~ lagos, ambientes aquáticos ricos em plâncton e algas, é possível encontrar petróleo. Já no caso do soterramento de antigos pântanos e florestas, ricos em celulose, há a possibilidade de ocorrência de carvão mineral. As principais reservas petrolíferas e carboníferas do planeta datam, respectivamente, das eras Mesozóica (período Cretáceo) e Paleozóica (período Carbonífero). Nas bacias sedimentares ainda se pode encontrar o xisto betuminoso (rocha sedimentar que possui betume em sua composição e da qual se extrai óleo combustível).

Fósseis

Os fósseis são restos de seres vivos de todos os reinos biológicos que foram preservados até a atualidade por alguns anos, milhares ou até milhões de anos. Esta conservação do fóssil ocorre graças aos fenômenos da natureza (gelo, argila, aridez do solo). Esta conservação acontece de forma natural.
Exemplo de formação de um fóssil: um peixe que morreu há três milhões de anos atrás, pode ter sido preservado pelo processo de petrificação (em pedra, argila ou rocha) até a atualidade. Ao escavar um sítio paleontológico, o arqueólogo descobre e coleta este fóssil que será muito importante para o estudo de um período do planeta. Este fóssil será levado até o paleontologista, profissional que fará os estudos necessários.
Além da conservação em rochas e pedras, os seres vivos podem ser transformados em fósseis pelo processo de congelamento ou conservação em âmbar (resina fóssil de origem vegetal). Neste último caso é comum encontrarmos fósseis de insetos. Os ossos humanos e de animais, que viveram há muitos anos atrás, também são considerados fósseis.
Carbono 14
Na maioria das vezes, a matéria orgânica do fóssil, principalmente dos preservados em pedras e rochas, não existem mais. Fica apenas o formato do animal ou vegetal. Quando há vestígios de matéria orgânica é possível fazer a datação através do processo do Carbono 14, desde que estes sejam de fósseis recentes (do Período Quaternário). Ou seja, a datação com carbono 14 é valida para fósseis de até 5 mil anos.
Rochas

As rochaso agregados de minerais, de um ou vários tipos. Os minerais o compostos químicos, geralmente inorgânicos, com uma determinada composição química. Exemplos:
Q u a r t z o, Hematita - Fe2O3, C a l cit a, Calcopirita.Magnetita
Galena.
Caso os minerais apresentem valor econômico e possam ser extraídos (encontrados em jazidas comercialmente viáveis) serão chamados de minérios. Na Serra dos Carajás registram-se  várias  jazidas  de  minérios  com elevada concentração: ferro, manganês, cobre...
Tipos de rochas:


Magmáticas  o aquelas que resultam do processo de solidificação do magma. Podem ser classificadas em Plutônicas ou Vulcânicas.
Plutônicas ou Intrusivas : a solidificação do magma ocorre no interior do planeta em um processo lento de resfriamento o que permite a formação de cristais. Exemplo: granito
Vulcânicas ou Extrusivas : a solidificação do magma ocorre na superfície, após o extravasamento do magma. O processo de resfriamento é lento e o forma cristais. Exemplos: basalto
Sedimentares :  o resultantes da consolidação de sedimentos que se depositam em áreas rebaixadas. Esses sedimentos podem ser oriundos da destruição erosiva de qualquer tipo de rocha ou material originário de atividades biológicas. Podem apresentar camadas que denunciam as várias fases de sedimentação. Exemplos: arenito, e calcário.
Metamórficas através da ação e das modificações nas condições de pressão e temperatura, pode ocorrer uma reestruturação dos minerais que compõem as rochas dando origem ao que chamamos de rochas metamórficas. Exemplo: mármore e gnaisse.

SOLO

É o nome que se dá à cobertura exterior da maior parte da superfície continental da Terra. É um agregado de minerais não-consolidados e de partículas orgânicas produzidas pela ação combinada do vento, da água e dos processos de desintegração orgânica.
A composição química e a estrutura física do solo em cada lugar estão determinadas pelo tipo de material geológico do qual se origina, pela cobertura vegetal, pelo tempo durante o qual a meteorização agiu, pela topografia e por mudanças artificiais resultantes das atividades humanas. Os componentes primários do solo são:
1) compostos inorgânicos, não dissolvidos, produzidos pela meteorização e pela decomposição das rochas superficiais;
2) os nutrientes solúveis utilizados pelas plantas;
3) diferentes tipos de matéria orgânica, viva ou morta, formada por restos vegetais, animais e húmus;
4) gases e água necessários para as plantas e os organismos subterrâneos.
Os solos mostram grande variedade de aspectos, fertilidade e características químicas, em função dos materiais minerais e orgânicos que os formam. A cor é um dos critérios mais simples para qualificar as variedades de solo. A regra geral, embora haja exceções, é que os solos escuros são mais férteis do que os claros.
Meteorização
Em geologia, é o processo de desintegração física e química dos materiais sólidos da superfície da Terra ou próximo a ela. A meteorização física rompe as rochas sem alterar sua composição, e a meteorização química decompõe as rochas alterando lentamente os minerais que as integram.
A meteorização física resulta das mudanças de temperatura e também é influenciada pela ação de alguns organismos vivos.
A meteorização química altera a composição mineral original da rocha de diferentes maneiras: dissolvendo minerais, produzindo uma reação química com o dióxido de carbono e mediante o processo de hidratação. A geomorfologia investiga como a meteorização, a erosão e outros processos criaram a paisagem atual.

Componentes do solo

O solo é composto de areia, argila, calcário e humo.
Areia - Massa desagregada de matérias minerais em estado granular fino, que consta normalmente de quartzo, com uma pequena proporção de mica, feldspato, magnetita e outros minerais resistentes. É produto da desintegração química e mecânica das rochas sob meteorização e abrasão.
Devido à sua permeabilidade, os terrenos arenosos secam rapidamente depois da chuva. Isso acontece porque o tamanho das partículas que formam a areia é grande. Quando elas se juntam, deixam espaços vazios entre si, por onde a água atravessa as camadas superficiais, indo depositar-se nas camadas mais profundas.
Argila - Rocha sedimentar, plástica e aderente quando umedecida. Endurece permanentemente após ser cozida ou calcinada. De grande importância na indústria, a argila é composta por um grupo de minerais aluminosilicatos, formados pela meteorização de rochas feldspáticas, como o granito. Existem argila de cor branca e de cor vermelha. A argila vermelha é usada em todos os tipos de cerâmica e na fabricação de ladrilhos, tijolos e outros produtos. A argila branca, também chamada de Caulim (caulino) ou argila chinesa é uma argila pura e suave, com plasticidade geralmente baixa, embora possa variar. O caulino puro é usado na produção de porcelana fina; as variedades impuras são usadas para fabricar vasilhas e ladrilhos, além de papel.
Depois de uma forte chuva, os solos ficam cobertos de poças de água. Isso acontece devido à impermeabilidade da argila. As partículas da argila são muito unidas e fecham os pequenos poros por onde a água poderia passar. Quando vem a seca, a argila racha e chega a romper as raízes das plantas.
Calcário - Tipo comum de rocha sedimentar, composta por calcita. O calcário cristalino metamórfico é conhecido como mármore. Muitas variedades formaram-se pela união de conchas do mar de diferentes animais marinhos. O calcário torna o solo permeável O calcário é usado na fabricação de cimento, cal, gesso, giz, etc.
Humo - Matéria orgânica em decomposição, encontrada no solo e procedente de restos de vegetais e animais mortos. O húmus é uma matéria homogênea, amorfa, de cor escura e inodora. Sem humo, o solo não é fértil.
Ao decompor-se em húmus, os restos vegetais se convertem a formas estáveis que podem ser utilizadas como alimento pelas plantas. Em áreas de cultivo, o húmus se esgota. Para restaurar o equilíbrio orgânico, é necessário acrescentar húmus ao solo sob a forma de composto ou esterco.

Tipos de solos

Arenoso: É permeável e seca facilmente. Possui cerca de 70% de areia.
Argiloso: É pouco permeável. Depois de receber uma grande quantidade de chuva, leva bastante tempo para secar. Possui cerca de 30% de argila.
Calcário: É permeável. Possui cerca de 30% de calcário.
Humífero: É permeável. Possui cerca de 10% de humo.
O processo de desenvolvimento dos solos se manifesta com a progressiva diferenciação de seus horizontes. Um solo bem formado é aquele que apresenta:
- o horizonte C, isto é, aquele formado pela intemperização da rocha-mãe;
- o horizonte B, que é a camada intermediária do solo, onde podem estar presentes materiais transportados de outros lugares;
- o horizonte A, onde ocorre a decomposição de organismos vivos e, por- tanto, é rico em matéria orgânica.
Uma classificação simples dos principais grupos de solos do mundo utiliza a associação com a vegetação, sob a qual se deu sua formação e com a qual interage diretamente, para definir seu tipo:
- solos de tundra o rasos e pouco desenvolvidos, uma vez que se formaram nas áreas frias e polares.
- solos podzólicos o solos ácidos, que se formam sob vegetação de taiga, na qual os restos vegetais demoram a se decompor e se forma um horizonte B argiloso, que dificulta a penetração da água.
O termo podzol vem do russo, e significa cinza. Hoje, para os pedólogos, denomina o processo de desenvolvimento de um conjunto de solos argilosos e ácidos, que também ocorre em latitudes mais baixas, mesmo no Brasil.
- solos negros das planícies, (tchernoziom, em russo). o solos bem estruturados e ricos em matéria orgânica, de onde provém sua coloração escura. Normalmente, revelam-se muito férteis para a agricultura, embora práticas agrícolas predatórias tenham contribuído para depauperar vastas extensões desses solos.
- latossolos  o  bem  desenvolvidos,  com  grande  profundidade e porosidade. Por isso, considera-se que sejam solos cujos materiais são os mais
decompostos.
- Terra roxa – Solo resultante da decomposição do basalto, muito fértil e avermelhado. Recebeu essa denominação por influência de imigrantes italianos que se instalaram no Brasil (rosso em italiano significa vermelho).

Situação de aprendizagem 2 – Os movimentos da crosta terrestre

Deriva continental e Mecânica de placas

No século XVI, quando foram confeccionados os primeiros mapas-múndi com relativa precisão, observou-se a coincidência entre os contornos da costa leste sul-americana e da costa oeste africana. Surgiram, então, hipóteses de que os continentes não estiveram sempre nas suas posições atuais. Somente em 1912, entretanto, o deslocamento dos continentes foi apresentado como tese científica (a teoria da deriva continental), em dois artigos publicados por um meteorologista alemão chamado Alfred Lothar Wegener.   Esse cientista propôs que há cerca de 200 milhões de anos teria existido apenas um continente, a Pangéia (palavra que significa "toda a terra"), que em determinado momento começou a fragmentar-se. Pangéia se dividiu primeiramente em dois grandes continentes, a Laurásia, no Hemisfério Norte, e a Gonduana, no Hemisfério Sul, que continuaram a fragmentar-se originando os continentes atuais.
Wegener, além de se basear na coincidência entre os contornos das costas atlânticas sul americana  e africana, tinha outro argumento para defender sua teoria: as semelhanças entre os tipos de rochas e de fósseis de plantas e animais encontrados nos dois continentes, separados pelo Oceano Atlântico, portanto por milhares de quilômetros. 
A presença de fósseis idênticos  ao longo dessas costas era a prova que faltava para demonstrar que, no passado, África e América do Sul formaram um único continente. A teoria da deriva continental também explicava as evidências de mudanças climáticas por que passaram alguns continentes, como os fósseis de plantas tropicais descobertos em bacias carboníferas na Antártida, o que seria a prova de que a área, atualmente coberta de gelo, já esteve próxima do Equador.

O material magmático do manto se movimenta juntamente, formando correntes de convecção,  responsáveis pela movimentação das placas tectônicas.

Ao se moverem, as placas tectônicas podem se chocar (placas convergentes), afastar-se (placas divergentes) ou simplesmente deslizar lateralmente entre si (placas conservativas).

O material magmático do manto se movimenta lentamente, formando correntes de convecção, responsáveis pela movimentação das placas tectônicas. Esses movimentos podem provocar terremotos e deformação de rochas.

Placas Tectônicas

Tectônica de placas (do grego τεκτονικός relativo à construção) é uma teoria da geologia, desenvolvida para explicar o fenômeno da deriva continental, sendo a teoria atualmente com maior aceitação entre os cientistas que trabalham nesta área. Na teoria da tectônica de placas a parte mais exterior da Terra está composta de duas camadas: a litosfera, que inclui a crosta e a zona solidificada na parte mais externa do manto. Numa escala temporal de milhões de anos, o manto parece comportar-se como um líquido super-aquecido e extremamente viscoso, mas em resposta a forças repentinas, como os terremotos, comporta-se como um sólido rígido.
A teoria da tectônica de placas surgiu a partir da observação de dois fenômenos geológicos distintos: a deriva continental, identificada no início do século XX e a expansão dos fundos oceânicos, detectada pela primeira vez na década de 1960. A teoria propriamente dita foi desenvolvida no final dos anos 60 e desde então tem sido universalmente aceite pelos cientistas, tendo revolucionado as Ciências da Terra .
A divisão do interior da Terra em litosfera e astenosfera baseia-se nas suas diferenças mecânicas. A litosfera é mais fria e rígida, enquanto que a astenosfera é mais quente e mecanicamente mais fraca. Esta divisão não deve ser confundida com a subdivisão química da Terra, do interior para a superfície, em: núcleo, manto e crosta.
O princípio chave da tectônica de placas é a existência de uma litosfera constituída por placas tectônicas separadas e distintas, que flutuam sobre a astenosfera. A relativa fluidez da astenosfera permite que as placas tectônicas se movimentem em diferentes direções.

Abaixo destacamos  as principais placas tectônicas, existindo ainda várias numerosas placas menores.
Placa Africana
Placa da Antártida
Placa Euroasiática
Placa Norte-americana
Placa Sul-americana
Placa do Pacífico
Placa Australiana

As placas contatam umas com as outras ao longo dos limites de placa, estando estes comumente associados a eventos geológicos como terremotos e a criação de elementos topográficos como cadeias montanhosas, vulcões e fossas oceânicas. A maioria dos vulcões ativos do mundo situa-se ao longo dos limites de placas, sendo a zona do Círculo de Fogo do Pacífico a mais conhecida e ativa. Estes limites são apresentados em detalhe mais adiante.As placas tectônicas podem incluir crosta continental ou crosta oceânica, sendo que, tipicamente, uma placa contém os dois tipos.
O movimento lateral esquerdo ou direito entre duas placas ao longo de uma falha transformante pode produzir efeitos facilmente observáveis à superfície. Devido à fricção, as placas não podem pura e simplesmente deslizar uma pela outra. Em vez disso, a tensão acumula-se em ambas placas e quando atinge um nível tal, em qualquer um dos lados da falha, que excede a força de atrito entre as placas, a energia potencial acumulada é libertada sob a forma de movimento ao longo da falha. As quantidades maciças de energia libertadas neste processo são causa de terremotos. Um bom exemplo deste tipo de limite de placas é o complexo da falha de Santo André, localizado na costa oeste da América do Norte o qual faz parte de um complexo sistema de falhas desta região. Neste local, as placas do Pacífico e norte-americana movem-se relativamente uma à outra, com a placa do Pacífico a mover-se na direção noroeste relativamente à América do Norte. Dentro

Onde a colisão se dá entre duas placas continentais, ou elas se fragmentam e se comprimem mutuamente ou uma mergulha sob a outra ou (potencialmente) sobrepõe-se à outra. O efeito mais dramático deste tipo de limite pode ser visto na margem norte da placa Indiana. Parte desta placa está a ser empurrada por baixo da placa Euro-asiática, provocando o levantamento desta última, tendo já dado origem à formação do Himalaia e do planalto do Tibete.
Quando há convergência (encontro) de duas placas de crosta oceânica, ocorre a formação de um arco insular, à medida que uma placa mergulha sob a outra. O arco é formado a partir de vulcões que eruptam através da placa sobrejacente à medida que se dá a fusão da placa que mergulha. A forma de arco aparece devido à esfericidade da superfície terrestre. Ocorre ainda a formação de uma profunda fossa submarina em frente a estes arcos, na zona em que o bloco descendente se inclina para baixo. Bons exemplos deste tipo de convergência de placas são as ilhas do Japão e as Ilhas Aleutas, no Alasca.

Super continentes

Ao longo do tempo o movimento das placas tem causado a formação e separação de continentes, incluindo a formação ocasional de um super continente contendo todos ou quase todos os continentes. O super continente Rodínia terá sido formado há cerca de 1000 milhões de anos contendo todos ou quase todos os continentes da Terra, tendo-se fragmentado em oito continentes há cerca de 600 milhões de anos. Posteriormente, estes oito continentes voltaram a formar um outro super-continente chamado Pangea. Este super-continente acabaria por dividir-se em dois, Laurasia (que daria origem à América do Norte e Eurásia) e Gondwana (que daria origem aos restantes continentes atuais).

Deriva continental

A deriva continental foi uma das muitas idéias sobre tectônica propostas no final do século XIX e princípios do século XX. Esta teoria foi substituída pela tectônica de placas e os seus conceitos e dados igualmente incorporados nesta.
Em 1915 Alfred Wegener foi o primeiro a produzir argumentos sérios sobre esta idéia. Nesta obra ele salientava que a costa oriental da América do Sul e a costa ocidental de África pareciam ter estado unidas antes. No entanto, Wegener não foi o primeiro a fazer esta sugestão, mas sim o primeiro a reunir significativas evidências fosseis, paleo-topográficas e climatológicas que sustentavam esta simples observação. Porém, as suas idéias não foram levadas a sério por muitos geólogos, que realçavam o fato de não existir um mecanismo que parecesse ser capaz de causar a deriva continental. Mais concretamente, eles não entendiam como poderiam as rochas continentais cortar através das rochas mais densas da crusta oceânica.
O vulcanismo e os abalos sísmicos, que também são responsáveis por estruturas do relevo, estão associados à tectônica de placas. A subida do magma à superfície dá origem aos vulcões, verdadeiras montanhas com o formato de cone e alturas variadas. O vulcão Etna, Itália, por exemplo, o Stromboli, também na Itália. Já 0 Mauna Loa (Havaí) atinge cerca de 9000 m de altura total, sendo que sua base está a cerca de 5000 m de profundidade, no Oceano Pacífico.

Terremotos

Com o lento movimento das placas tectônicas, em alguns centímetros por ano, forças vão se acumulando em vários pontos.  Quando essas tensões atingem o limite de resistência das rochas, ocorre uma ruptura ; o movimento repentino entre os blocos de cada lado da ruptura gera vibrações que se propagam em todas as direções O plano de ruptura forma o que se chama de falha geológico Os terremotos podem ocorrer no contato entre duas placas tectônicas(caso mais freqüente) ou no inferior de uma delas, sem que a ruptura atinja a superfície.  O ponto onde se inicia a ruptura e a liberação das tensões acumuladas é chamado de hipocentro ou foco. Sua projeção na superfície é o epicentro, e a distancia do foco à superfície é a profundidade focal

Embora a palavra "terremoto" seja utilizada mais para os grandes eventos destrutivos, enquanto os menores geralmente são chamados de abalos ou tremores de terra, todos são resultado do mesmo processo geológico de acúmulo lento e liberação Efeito de terremoto num edifício, em Sobe, Japão, rápida de tensões A diferença principal entre os 1995. No detalhe, técnico aponta num sismograma grandes terremotos e os pequenas tremores é o a linha que indica o inicio de um terremoto. tamanho da área de ruptura, o que determina a intensidade das vibrações emitidas.
Escala Richter A quantidade de energia liberada por um abalo sísmico, ou sua magnitude, é medida pela amplitude das ondas emitidas segundo o parâmetro da escala de Richter, que vai de zero a 9 pontos. O aparelho que serve para medir a intensidade de um terremoto é o sismógrafo.
Escala Mercalli O poder de destruição de um terremoto é medido pela escala Mercalli, de zero a 12 pontos. O abalo que destrói a Cidade do México, em 1985, tem magnitude 8,1 e intensidade 10.
Um tsunami (em japonês:"onda de porto") ou maremoto  é uma série de ondas de água causada pelo deslocamento de um grande volume de água, como um oceano ou um grande lago. Tsunamis são uma ocorrência frequente no Oceano Pacífico. Devido aos imensos volumes de água e energia envolvidos, tsunamis podem devastar regiões costeiras

Vulcanismo

Vulcanismo é o nome que se dá aos processos dinâmicos internos da Terra pelo qual há a subida de material magmático expelido do interior até a superfície por meio de uma abertura chamada de vulcão que é uma abertura na superfície da crosta terrestre, por meio do qual se dá a expulsão ou erupção do magma, dos gases e das cinzas associadas. Magma, é a substância natural constituída por rochas, minerais e cristais derretidos, além de gases. O magma se apresenta em duas formas básicas, o magma primário o líquido inicial obtido imediatamente à fusão da fonte; magma parental é o líquido primário já modificado por mecanismos de diferenciação.
O termo vulcanismo tem origem latina, e é uma alusão a Vulcano, o deus do fogo, a partir de uma associação lógica entre a figura mitológica e o vulcão, estrutura que assume geralmente uma forma cônica devido a sucessivas emissões de materiais magmáticos.
Há três tipos de atividade vulcânica, variando de acordo com o tipo de magma, sua temperatura ou composição química:
Explosiva: atividade associada à lava viscosa, originária do magma ácido, rico em sílica e gases.
Efusiva: fenômeno vulcânico que envolve lava muito fluida, pronto a percorrer rapidamente as distâncias.
Mista: alterna períodos calmos e outros de violentas explosões, com libertação de gases e material piroclástico.
Os gases mais comuns resultantes são o vapor d’água, o dióxido de carbono e óxidos tanto de enxofre como de nitrogênio. O material piroclástico consiste em fragmentos de rochas vulcânicas, consolidadas imediatamente ou anteriormente a partir da lava. A lava, por sua vez, pode ser definida como material geológico em fusão.
A estrutura geológico brasileira

A estrutura geológica das terras emersas brasileiras é constituída por bacias sedimentares (64%) e escudos cristalinos (36%), tectonicamente estáveis. Por se encontrar no meio da placa tectônica Sul-americana, o Brasil não possui dobramentos modernos. Os escudos cristalinos formaram-se na era Pré-cambriana e no inicio da era Paleozóica; são, portanto, antigos e apresentam altitudes modestas. Embora as rochas que constituem os escudos sejam muito antigas, suas formas principais são o resultado de fenômenos tectônicos mais recentes, ocorridos entre o Cretáceo e o Terciário e pela ação da epirogenese, movimentação tectônica com lento soergui mente e rebaixamento de grandes áreas da crosta. Seu modelado de formas arredondadas resulta do intemperismo e da erosão que se sucederam por diferentes tipos de climas em período! recentes da história geológico da Terra.

Esse movimento da crosta ocorreu associado aos movimentos orogenéticos da por,cão oeste de nosso continente, que soergueram as rochas formando a Cordilheira dos Andes e originaram várias falhas Neológicas, com consequente surgimento de escarpas de falhas, das quais a mais evidente é a Serra do Mar.

Situação de aprendizagem 3 – A produção das formas da superfície terrestre
Ao viajarmos por pequenas ou grandes distâncias observamos que a superfície da Terra não se apresenta de forma igual. Ora ela é mais alta, ora mais baixa, ora plana e ora inclinada. A essas diferentes formas da superfície da Terra damos o nome de relevo.
As principais formas de relevo são as montanhas, os planaltos e as planícies e as depressões. Montanhas são as elevações do terreno, geralmente, com as maiores altitudes. Ao conjunto de montanhas damos o nome de cadeia, serra ou cordilheira.
Os maiores conjuntos montanhosos do relevo terrestre são:
·         A Cordilheira dos Andes na América do Sul;
·         As Montanhas Rochosas na América do Norte;
·         A Cadeia dos Alpes, na Europa;
·         A Cordilheira do Himalaia, na Ásia.
É na Cordilheira do Himalaia, na Fronteira entre China Popular (Tibet) e Nepal, que se encontra o pico Everest, com 8 848m de altitude, o ponto mais alto do relevo terrestre.
Planaltos: são formas de relevo mais ou menos aplainadas ou até acidentadas, onde há maior erosão (desgaste) do que sedimentação (acúmulo de material).
Os terrenos de um planalto podem ser cristalinos e sedimentares.
Na Ásia, junto a cordilheira do Himalaia, encontram-se os planaltos mais elevados do relevo terrestre, com latitudes acima de 4 000 m, é o caso dos planaltos do Tibet e de Pamir, chamados também de telhados do mundo.
Planícies: são superfícies bastante aplainadas, formadas por acúmulos de sedimentos.
As planícies aparecem, quase sempre, nas baixadas litorâneas, fluviais e lacustre. Por vezes, podem ser encontradas em maiores altitudes, nos vales e entre montanhas de regiões serranas.
A planície mais extensa do relevo terrestre é a Siberiana, localizada no trecho norte da Ásia, em território da Rússia.
É costume no Brasil, diferenciar planalto de planície pela altitude. Fala-se que planalto plano e alto e que a planície é plano e baixo. Em geral isso acontece, mas não é sempre.
A diferença entre planalto e planície está, em verdade, na constituição geológica. A planície é formada de rochas sedimentares e só por acumulação; o planalto é formado de rochas cristalinas e sedimentares, por erosão e por acumulação.
Depressões: são terrenos rebaixados , isto é, ou baixadas com altitudes inferiores às da vizinhança. Existem dois tipos de depressões: relativa e absoluta.
A depressão relativa é uma baixada em relação à vizinhança, mas encontra-se acima do nível do mar. É caso dos pântanos, como o nosso Pantanal Mato-grossense, oeste do estado do Mato Grosso do Sul.
A depressão absoluta é uma baixada com altitude negativa, abaixo do nível do mar. A mais baixa depressão absoluta do relevo terrestre é o Mar Morto, chamado também de lago Asfaltite, onde deságua o lendário rio Jordão, na fronteira entre Israel e Jordânia.
Cuestas,  como as que ocorrem no Planalto Meridional do Brasil, estão associados às estruturas formadas pelos sucessivos derrames de lavas basálticas, que definiram verdadeiros degraus no planalto. Um exemplo é a cuesta de Botucatu  entre a depressão periférica paulista e o planalto ocidental.

Agentes modificadores do relevo
As planícies, montanhas, litorais, leitos de rios, não tiveram sempre o aspecto que você vê. Eles passaram por modificações profundas ao logo da história geológica do nosso planeta e continuarão se transformando indefinidamente.
Todas essa formas de relevo sofreram alterações mais ou menos violentas e rápidas, dependendo do agente modificador.
Os agentes modificadores do relevo terrestre estão divididos em dois grupos: o dos agentes internos ou estruturais e dos agentes externos ou esculturais.
Se você prestar atenção nas diferentes paisagens que o cerca, quando faz uma caminhada, verá que cada paisagem apresenta características próprias Elas se formaram pela ação de agentes internos, sendo constantemente modificadas por agentes externos, ou seja, pela ação da água, do vento e das geleiras, que desgastam, destroem e constroem formas de relevo, modelando a superfície terrestre.
O trabalho desses agentes é chamado de erosão e compreende três etapas: o desgaste, o transporte e a deposição dos materiais que formam a crosta terrestre.
Os principais agentes erosivos são: a água (que se manifesta de diferentes formas, como chuvas, enxurradas, gelo, rios, mares e oceanos), o vento e o próprio homem agindo sobre o meio natural.

O trabalho erosivo das águas

A chuva é um dos agentes erosivos mais ativos: ao cair, contínua ou intensamente sobre uma área, ela pode abrir desde pequenos buracos até grandes rachaduras no solo. À erosão provocada pelas águas das chuvas damos o nome de erosão pluvial.
As águas dos rios, em seu percurso, retiram, transportam e depositam materiais, construindo e destruindo as suas margens. À erosão produzida pe¬las águas dos rios e das torrentes, quando escavam o leito por onde correm, damos o nome de erosão fluvial. O Grand Canyon, nos Estados Unidos, foi escavado pela força das águas do rio Colorado.
As águas do mar modelam as linhas de costa, modificando constantemente os litorais. O trabalho erosivo das águas do mar também pode ser drestrutivo e construtivo.
As ondas quebram nas partes em que o continente avança sobre o mar, arrancam fragmentos das rochas, fazendo as paredes rochosas desmoronarem, num processo erosivo de destruição. Como por exemplo,  as falésias {costas altas).
O trabalho construtivo das águas do mar é chamado de acumulação marinha. Ocorre especialmente nas áreas de costas baixas, onde o mar deposita os sedimentos que transporta do continente, sobretudo areia. As praias são formadas pelo trabalho de sedimentação marinha. As restingas são cordões de areia que se formam paralelamente à costa, quando o mar realiza um lento trabalho de acumulação ou deposição.
Recifes. São formações que podem se originar da consolidação de areia de antigas praias (recifes de arenito) ou da acumulação de corais - minúscu¬los animais marinhos - no litoral (recifes de corais). O mar constrói ilhas de corais sobre vulcões submarinos, que são chamadas de atol. Tômbolas. São línguas ou cordões de areia que ligam uma ilha ao continente.
O gelo modela o relevo através das geleiras-massas de gelo formadas nos continentes, em regiões onde a quantidade de neve que cai é maior que a da neve que derrete.
As geleiras formam-se nos picos das altas montanhas, com neve permanente. Quando esse gelo desliza montanha abaixo durante períodos mais quentes, formam-se vales glaciais, em forma de U.
A geleira vai acumulando e transportando detritos denominados morenas ou mominas.
Os fiordes da Escócia, da Groenlândia e da Noruega são antigos vales glaciais localizados em litorais de costas altas, que foram re-escavados profun¬damente pela ação das geleiras e invadidos pelas águas do mar.

O trabalho erosivo do vento

O vento é um agente erosivo intenso nos desertos e nas praias. O trabalho do vento modificando o relevo é chamado erosão eólica e se realiza de duas formas:
- Destruição. O vento, em seu trabalho destrutivo, retira e transporta partículas mais finas das rochas, em um processo denominado deflação. Ao lançá-los, com violência, contra outras rochas, acaba escavando-as, em um trabalho denominado corrosão. Em decorrência desses processos, surgem grandes depressões, planaltos pedregosos ou formações com aspectos exóticos, como cogumelo, taça, etc.
- Acumulação. Quando o vento diminui de velocidade, ele deposita os materiais que carrega, os quais constituem os chamados depósitos eólicos. Com características diferentes, esses depósitos apresentam-se sob duas formas principais:
- Dunas, formadas por uma deposição contínua, apresentam-se como grandes elevações de areia, podendo ser fixas ou móveis.
- Loess, sedimentos muito finos, quase sempre amarelados, e muito férteis, constituídos por quartzo, argila e calcário. Sua área de ocorrência mais conhecida é a China Meridional.

Situação de aprendizagem 4: Riscos em um mundo desigual – catástrofes e prevenções

As catástrofes e acidentes naturais sempre estiveram presentes na vida do homem. Muitas regiões da Terra são suscetíveis de tais acontecimentos. Por exemplo, em muitos lugares ocorrem terremotos, vulcanismos, furacões e outros fenômenos que além de provocar grandes prejuízos matérias, matam muitas pessoas.
Já é comprovado que os lugares onde ocorrem maiores prejuízos para a vida humana são aqueles de maior pobreza. Assim, um  terremoto de grande intensidade que ocorre em um país rico como o Japão provoca menos prejuízos materiais e humanos do que o um com a mesma intensidade que ocorre em um país pobre como o Haiti. Isso se deve ao fato de os países ricos estarem melhores preparados para tais eventos através da tecnologia que dispõem. Alem disso os governos desses países dão total apoio material, médico e psicológicos a população desses países. O que não ocorre em um país pobre onde as casas, prédios e demais edificações não estão preparados para tais eventos, provocando  a morte de milhares de pessoas durante a catástrofe e não oferecendo nenhuma ajuda depois do ocorrido.
Muitas vezes um terremoto de menor intensidade ocorrido em um país pobre provoca maior número de vítimas do que um terremoto de maior intensidade ocorrido em um país rico.
Um exemplo foi o que aconteceu em 03/11/2011 no Japão onde ocorreu um terremoto de grande intensidade (8,9 graus na escala Richter). Em um país pobre esse tremor teria causado um número muito elevado de vítimas. Mas no Japão foi diferente porque as estruturas dos edifícios resistiram.
Para evitar tragédias e minimizar perdas materiais e principalmente humanas, o Governo japonês criou leis que devem ser cumpridas rigorosamente pelas empresas de construção. Cabe-lhes procurar, constantemente, as tecnologias mais recentes para fazer com que as edificações sejam cada vez mais resistentes a terremotos.

A maioria dos prédios utiliza um sistema de amortecedor que fica entre as bases de sustentação do edifício. Esses amortecedores absorvem grande parte do impacto provocado pelos tremores. Assim a probabilidade do edifício sofrer rachaduras ou abalos estruturais diminui sensivelmente
Outra coisa comum pelo Japão é a venda e kits de emergência para o caso de terremotos - existem até versões de luxo desses kits de emergência.
Outro exemplo: no Chile e no Haiti  ocorreu um terremoto. É por isso que o terremoto do Haiti matou mais de 200.000, pessoas enquanto o tremor chileno, muito mais forte, ocorrido algumas semanas mais tarde, fez menos de 500 vítimas. E é por isso que os 10 furacões, tempestades e inundações que atingiram o Haiti e a República Dominicana desde 2004 mataram 3.500 pessoas no Haiti e apenas 200 pessoas em seu vizinho mais rico da ilha.
Outro exemplo: A passagem do ciclone Sidr em Bangladesh em 2017 causou a morte de mais de três mil pessoas. Fora os mortos e desabrigados, milhares de pessoas estão desaparecidas há semanas. Estima-se que a maioria delas esteja morta. Além disso, muitos sobreviventes no começam a contrair várias doenças por causa da exposição com a água contaminada pelos corpos de pessoas e animais. Os hospitais registram inúmeros casos de diarréia e febre pro causa da falta de água potável. Milhões estão desabrigados e o Estado enfrenta uma de suas piores crises desde a fundação do País, em 1971.
Num dos países mais pobres do mundo, desastres naturais aprofundam a miséria destes povos pela completa falta de recursos necessários para minimizar consideravelmente os efeitos causados por furacões, terremotos ou inundações, dezenas de milhares de vidas poderiam ser poupadas facilmente.
Exemplos para se comparar: a passagem do furacão Katlina, na costa Sudoeste dos EUA, com o incêndio ocorrido na Califórnia, ao Leste do País. Embora seja o País mais rico do mundo, a diferença entre os milionários bairros da Califórnia com os subúrbios negros de Nova Orleans são nítidos não só pelo fator econômico, mas também pelo número de mortes. Enquanto o Katrina deixou um rastro de pelo menos três mil mortes, o incêndio causou apenas sete mortes, destacando ainda o fato das vítimas serem todas imigrantes ilegais. Há milhares de mortes também causadas pelos recentes terremotos no Peru e no Chile, ou pelo Tsunami no Sul da Ásia em 2001, que deixou mais de 200 mil mortos.

Países têm mais chances de sofrer desastre natural
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) aponta os países que estão mais expostos a determinados tipos de desastres em seu relatório “Reduzindo o Risco de Desastre”.
Terremotos: Países com altas taxas de crescimento urbano, como a China e a Indonésia.
Ciclones Tropicais: Países com uma alta porcentagem de terras aráveis, como Mianmar e as Filipinas. 
Inundações: Países com baixo PIB per capita, como Bangladesh e Índia.
  O PNUD também descobriu que os países menores ficaram mais expostos aos perigos naturais. Somente 11% das pessoas expostas aos perigos naturais moram em países pobres, mas representam mais de 53% do total de mortes.
O risco de desastre também se concentra na Ásia, onde os pobres estão concentrados nas terras mais marginais, vulneráveis a seca, inundação e a outros perigos naturais. 
E os pobres, através da ignorância e do desespero, podem contribuir com a sua própria queda desmatando e construção nas encostas. Isso leva a novos ciclos de inundação, seca ou deslizamentos.
Enquanto isso, a urbanização rápida e descontrolada está criando novos riscos de desastres no mundo em desenvolvimento altamente povoado e com cidades mal construídas.
Má administração contribui para os desastres naturais e a pobreza
Outro fator de risco é a administração ineficiente. Não foi o Katrina que inundou dois bairros de Nova Orleans, segundo o juiz federal Stanwood Duval, em 2009. Foi a “falha negligente” do Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA em manter defesas de inundação.
Não foi o tempo que transformou a seca em fome no Congo, no Quênia e no Sudão. Foi o conflito armado e as fracas redes de distribuição alimentar. E, na China, o governo enfrenta acusações de que o terremoto de Sichuan provocou o desmoronamento de muitas escolas apenas por causa de construtores e oficiais corruptos.
Em grande contraste, nenhuma criança morreu em uma escola californiana durante um terremoto desde 1933. Igualmente, os terremotos no Japão matam menos pessoas do que nos países em desenvolvimento graças à “melhor aplicação de controles de construção, melhor resposta de emergência e um nível elevado de preparo”, diz o Relatório de Hotspots de Riscos de Desastre.
Assim como os japoneses, os holandeses mostraram como é possível, com planejamento apropriado e vontade política, conter perigos naturais. No caso deles, ondas gigantes de rebentação e rios inundados. Os bengalis também mostraram isso, mas de uma maneira menos tecnológica. Eles construíram sistemas de alerta precoce para as inundações e os ciclones a partir de voluntários em bicicletas com megafone e alertas por mensagem de texto.
“Um bom progresso também está sendo feito em outras áreas”, relata o PNUD. “Melhorar favelas, reforçar os meios de subsistência rural, proteger ecossistemas e utilizar microfinanças, microsseguro… mostra que é possível abordar os propulsores subjacentes do risco de desastre”.
Os mitos antigos sobre inundação devem mais à proximidade das suas civilizações aos rios gigantescos, como o Nilo, o Indo e o Eufrates, do que à intervenção divina. Naqueles tempos a tecnologia não podia conter as inundações.
Agora a humanidade tem a tecnologia e a expertise, mas nem todas as comunidades podem pagar por isso. É nossa responsabilidade encontrar maneiras de distribuí-las de modo que os perigos naturais não se transformem em desastres naturais.
 

Nos próximos 20 anos a população mundial aumentará aproximadamente em 2 bilhões de pessoas, e todo o crescimento ocorrerá nas cidades dos países em desenvolvimento. Isso resulta em mais pessoas morando em edifícios mal construídos.
Sabendo desses fatores de risco, os governos podem planejar melhor como proteger as pessoas e desenvolver suas economias com mais segurança. O desenvolvimento precisa ser regulado em termos de seu impacto no risco de desastre, diz o relatório do PNUD. 
Isso significa construções melhores, em vez de responsabilizar os “atos de Deus” e confiar em ajuda humanitária. O conhecimento dos riscos também prepara o caminho para seguros e das pessoas e propriedades contra esses riscos.